SALA DE CINEMA

Sala de Cinema – 2ª Edição / Hilton Silva

SALA 02

 

Nenhum acontecimento histórico foi tão documentado e filmado, em todos os formatos, quanto a Segunda Guerra Mundial. São milhares de filmes e imagens que abordam o conflito, o maior acontecimento bélico da história da humanidade, com milhões de mortos em batalhas na Europa, África, Ásia e Oceania. Predominantemente os filmes são sobre a participação Norte Americana e Britânica, pois a história sempre é contada pelos vitoriosos. Um fato pouco difundido é que muitos brasileiros também foram lutar na Grande Guerra, com a Força Expedicionária Brasileira, e entre eles muitos Amazônidas, inclusive paraenses.

O impacto de ter participado da Guerra na longevidade foi o problema principal da pesquisa de mestrado em Saúde, Sociedade em Endemias na Amazônia da UFPA, orientada pelo Prof. Dr. Hilton P. Silva, realizador do filme e autor do livro junto com Elton Sousa, Murilo Teixeira e Samuel Mendonça. Ele diz “Elton, na ocasião, estava em busca de um tema para sua dissertação, e como ele é professor de educação física e também um aficionado pela Segunda Guerra Mundial, discutimos o assunto à partir de uma reportagem de jornal sobre os Ex-combatentes de Belém. Decidimos, então, conversar com os pracinhas e tentar compreender o porquê deles não quererem mais desfilar, se seria uma questão de saúde, em função da idade avançada, ou se seriam questões sociais ou políticas, envolvendo outros aspectos antropológicos. A dissertação enfocou as questões de saúde, mas percebemos que os pracinhas estavam carentes de reconhecimento e se sentiam desrespeitados em sua história. Daí surgiu a ideia do livro e do filme”

Pracinhas em 2011

O filme e o livro, são importantes documentos históricos para se conhecer os pracinhas paraenses e amazônidas, que atravessaram o oceano Atlântico para lutar uma guerra que muito pouco compreendiam, mas que mudaria os rumos da humanidade. Os realizadores fizeram mais de 18 horas de entrevistas com os ex-combatentes para este importante projeto, que ainda pode gerar desdobramentos futuros e colaborar para o não esquecimento desses bravos homens, que contribuíram na derrota dos Nazistas em solo italiano.

De acordo com o idealizador e curador da Cinemateca Paraense, o Prof. Ms. Ramiro Quaresma (ETDUFPA-ICA-UFPA) o “projeto é uma grande contribuição para a preservação da memória das pessoas simples que fazem coisas grandiosas e que pouca gente conhece, vai além do documentário para se tornar um patrimônio audiovisual”.

Sala de Cinema- 1ª Edição

Convidado: Chico Carneiro

Quando: 16 de Setembro, quarta-feira, às 19h.

 

Sala de Cinema – 1ª Edição / Chico Carneiro

SALA 01 CHICO x

O cineasta paraense Chico Carneiro é o primeiro convidado do projeto “Sala de Cinema”, uma iniciativa da Cinemateca Paraense em discutir a produção cinematográfica no estado do Pará através de exibição e discussão de filmes. O evento marca uma nova fase da Cinemateca Paraense, com uma sede para reuniões, oficinas e mostras de filmes. “É um espaço intimista e aconchegante pra ver, conversar e viver o cinema de ontem e hoje, um desdobramento da pesquisa que o site realiza” diz o curador Ramiro Quaresma que recentemente defendeu a dissertação de mestrado (PPGArtes, ICA e UFPA) sobre o trabalho de preservação do patrimônio audiovisual realizado pelo site cinematecaparaense.org há sete anos.

Chico Carneiro reside hoje me Moçambique e está de passagem por Belém trazendo o último filme da pentalogia sobre os rios da Amazônia que vem realizando desde 2006 com recursos próprios durante as férias em que volta para rever sua terra natal. Chico começou sua trajetória no cinema nos anos 1970 realizando filmes experimentais em Super 8 e 16 milímetros, foi também assistente de câmera no clássico “Iracema” de Jorge Bodanzky (1976). Trabalhou com Hector Babenco em sua fase paulista nos anos 1980. Hoje em Moçambique é realizador de documentários e fotógrafo.

Sobre seu ideal cinematográfico Chico Carneiro diz: “Ao mesmo tempo essa dinâmica (de me obrigar a fazer sempre um filme nas viagens de férias ao Pará) e sem depender de apoios externos, tem-me permitido ser bastante profícuo em praticar um cinema autoral e documental na sua forma mais profunda, ao mesmo tempo em que demarco minha participação/contribuição na solidificação de uma cinematografia amazônica-paraense.”

Sala de Cinema- 1ª Edição

Convidado: Chico Carneiro

Quando: 23 de junho, terça-feira, às 19h.

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