ALEXANDRA CASTRO

As entrevistas desta seção foram realizadas para dissertação de mestrado de Ramiro Quaresma da Silva, idealizador e curador do site, para o Programa de Pós-graduação em Artes (PPGArtes) do Instituto de Ciências da Arte (ICA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), intitulada “O site cinematecaparaense.org e a preservação virtual do patrimônio audiovisual: uma cartografia de vivências cinematográficas”.

 

Seu nome completo, local e data de nascimento.

Alexandra Castro Conceição, Belém, 11/07.

 

Fale sobre sua formação teórica, técnica e prática em cinema.

Sou especialista em Artes Visuais, pelo Senac/Pa, Estudante de Cinema e Audiovisual, pela Universidade Federal do Pará e Estudante de Mestrado em Artes, pelo PPGARTES/ICA/UFPA.  Participei e continuo participando de muitas oficinas, cursos e workshops sobre cinema, audiovisual, fotografia e artes.Quanto a prática tenho dois curta-metragem, os quais sou a realizadora “Através da Alma”, Belém, 2014 e “Iara na terra do tecnobrega”, Belém, 2013. Além dos documentários “Circular”, “Foto Pedrinho” e a animação “Coragem para cachorro”, estes realizados em oficinas.

 

Você já visitou, pesquisou ou assistiu filmes em uma cinemateca ou arquivo de filmes?

Não. Infelizmente.

 

Quais suas principais referências na criação cinematográfica? Alguma do estado do Pará?

Nenhuma no Estado do Pará, por enquanto. Mas, minhas principais referências são os clássicos do cinema e os grandes diretores como Theo Angelopoulos, Stanley Kubrick, Antonioni, Fellini, Bergman, Kurosawa, Ozu, Godard, Truffaut, Visconti, Fassbinder. Além de começar a voltar meu olhar para produções como de Abbas Kiarostami e Kin Kin-Duk, um pouco mais para o cinema contemporâneo.

 

Quais foram suas realizações, e também participações em produções, em cinema e audiovisual? E no momento atual?!

“Através da Alma”, Belém, 2014 e “Iara na terra do tecnobrega”, Belém, 2013.

Participei do curta “Eu do Ato”, de Vince Souza.

 

Quais os principais festivais e mostras que já participou?

Festival Audiovisual de Belém e 8 Mostra Curta Audiovisual, Campinas/SP.

 

Onde estão guardados seus filmes, material bruto e cópia final? Onde os pesquisadores podem encontrá-los?

No meio digital. Os pesquisadores só podem encontrá-los comigo. Eles não estão disponíveis na internet.

 

Como você observa o cinema e o audiovisual paraense contemporâneos?

Eu observo em expansão. Muita gente produzindo, mesmo sem investimento financeiro, de forma independente. Porém, percebo que o mercado tem que se profissionalizar, se estruturar melhor, investir em qualificação não apenas técnica, mas em desenvolvimento de dramaturgia, por exemplo. Além de que nos falta representatividade local, união da “classe” para não apenas reivindicar meios financeiros para produção, como também para fiscalizar as produções, cobrar resultados.

 

Como você financiou seus projetos em cinema e qual sua opinião sobre os editais e fontes de financiamento públicas atuais.

Eu mesma “financiei”. Contei com a ajuda de amigos e parceiros. Não tive nenhuma ajuda financeira de editais ou patrocínio. Eu os considero muito importantes, porque o cinema é uma indústria cara. Você precisa contratar pessoas, alugar equipamentos, finalizar o filme, divulgar e distribuir. Logo, sem ajuda financeira isso tudo seria quase impossível, falando, especialmente, de longa-metragem. Uma vez que, filmes nacionais, fora os de comédia, não possuem retorno financeiro dentro do País e nem conseguem ser distribuídos e exibidos nas salas. Então, como poderia um filme financiar um outro se não há um lucro? Logo, apenas nos resta os editais, o fomento estatal e continuar produzindo e não desistir de voltar a ter um melhor espaço no Brasil, além de onquistar o público, aquele mesmo que antes dos anos 90 lotavam os cinemas para prestigiar os filmes nacionais.

 

Qual sua opinião sobre a web como forma de difusão do cinema? Você tem experiências de compartilhamento de conteúdo autoral nesse meio?

Não, eu ainda não compartilhei os filmes que realizei. Apenas os que participei em oficinas. Se pensarmos no que disse acima: dificuldade de distribuição, exibição, de retorno financeiro, para os longas, por exemplo, e se pensarmos que para os médias e curtas é ainda mais complicado, porque paraticamente só os resta mostras e festivais, logo se percebe que a web é um grande meio de difusão, especialmente dos filmes que não tem espaço de divulgação e exibição em salas de cinema, sejam longas, médias ou curtas. A web pode proporcionar a este realizador várias oportunidades. Pode despertar o interesse de um investidor, de um produtor, pode alavancar uma carreira. Quantos não conseguiram grandes oportunidades divulgando e compartilhando seus conteúdos na web? Vários. Então, ela é uma excelente ferramenta de distribuição de conteúdocinematográfico, mas com seus prós e contras. Mais prós do que contras.

 

Entrevista realizada com Alexandra Castro, no dia 23/10/2014

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