Filme do Mês

FILME DO MÊS // ABR.2017 – “ENQUANTO CHOVE” DE ALBERTO BITAR E PAULO ALMEIDA

ENQUANTO CHOVE 2003, Belém, PA

Direção, Roteiro, Edição e Montagem: Alberto Bitar e Paulo Almeida
Produção: Maria Christina e Pékora Cereja
Designer de Som: Leo Bitar

Cor: Colorido, Formato: DV, Duração: 18min.

Elenco: Bob Menezes, Pékora Cereja, Adriano Barroso, Ailson Braga, Flavya Mutran, Silvana Saldanha, Jeferson Cecim, Abdias Pinheiro.

Enquanto Chove

Sinopse: 12 histórias que focalizam o cotidiano, que se interligam pela chuva e por acontecimentos fortuitos. Inspirado em livro homonimo, as histórias são marcadas pela sensualidade, pela a solidão e pela busca do amor. Música e imagens se fundem para criar uma atmosfera de caos e poesia.

Comentários: Inspirado no livro de contos «Enquanto chove» de Ailson Braga. Melhor Vídeo no 2o Festival de Belém do Cinema Brasileiro. Resultada da bolsa de criação artística do Instituto de Artes do Pará.

Filme do mês // Dez.2015 – “Outubro.Segundo Domingo” de Larissa Ribeiro

12291063_1273687232658287_7399152472181591060_oCompartilhar vídeos é um gesto de afeto e uma intuitiva ação de preservação da memória. Tive a prova dessa constatação no no dia 09 de Dezembro quando assisti no Cinema Olympia, que dispensa argumentos de sua importância histórica e cultural em Belém, a primeira exibição pública do documentário colaborativo “Outubro. Segundo Domingo” de Larissa Ribeiro com produção da Rede Cultura de Comunicação. Foi uma sessão emocionante pra mim e não apenas por conta do apelo do Círio de Nazaré, tema que nunca se esgota tamanha a complexidade da manifestação, mas por ver na grande tela do cinema um sucessão de vídeos em sua maioria gravados por dispositivos móveis. Carregam em sua poética uma subjetividade e uma naturalidade que uma equipe de cinema dificilmente consegue apesar de muitas vezes ter uma imagem tremida e um som ruim, gerando a dúvida entre a exclusão e o compartilhamento da nossa memória.  Nesse sentido escolher compartilhar é escolher guardar.

Nunca se fez tanto vídeo e nunca os processos de realização e distribuição audiovisual foram tão democráticos. São milhões por dia subindo para a nuvem e para as redes sociais, muita tosqueira claro, mas também culinária, games, ativismos, festa de aparelhagem, denúncias, gatinhos fofos e bebês comendo papinha. Pra que tanto vídeo meu Deus?! Para que nos (re)conheçamos enquanto gente, que vive em um mundo sem luz direcionada e rebatida, sem microfone de lapela, sem decoração de set, maquiagem ou figurinista. Esses vídeos reunidos no filme de pouco mais de 25 minutos de Larissa Ribeiro contam a história da nossa época e cada um deles encadeado nesta narrativa diz muito sobre nós enquanto gente. A provocação do filme era compartilhar vídeos com a hashtag #meucirioeassim ou enviar na plataforma do projeto http://ciriodoc.com.br/. Essa dinâmica proposta podia funcionar, ou não. E funcionou.

O filme feito a partir do projeto se destaca tanto pelo ineditismo da proposta quanto pela desmitificação do documentário audiovisual formal, coisa que Eduardo Coutinho fez de forma contundente ao revelar o bastidor da própria produção, e pela ousadia de romper, ou pelo menos não ter medo de tentar, com um padrão estabelecido pela ficionalização do documentário. Outro grande mérito do filme é ser um dos poucos exemplos de cinema de arquivo em nossa filmografia, que encara o todo o espectro da produção audiovisual como matéria prima de sua realização, uma opção narrativa que diz muito sobre a capacidade do realizador como pesquisador, se desprendendo de uma estética, uma gramatica própria, pra desvendar os subterrâneos das imagens.

Pedi pra Larissa responder duas perguntas sobre esse processo.

Como surgiu ideia, o desafio de propor um filme sem câmera, de arquivo, contando com as imagens de colaboradores?

O projeto está baseado no “Life in a Day”, doc sobre um dia na vida do planeta terra, feito com material de pessoas do mundo todo, produzido pelo Ridley Scott. Mas esse é um produto de muitos. É que quando a tecnologia vira hábito a gente acaba acostumando a não pensar sobre ela, porque é cotidiana pra gente. É aquele velho exemplo da criança que tenta manusear a revista como se fosse uma tela touch. A tecnologia é uma forma, que se molda ao uso que fazemos dela. Acredito profundamente nas experiências. Criar é sobre experiências. A sua e a do outro e como elas podem conversar entre si. Elevamos isso a uma grande potência quando apertamos em compartilhar. É o que tento buscar nos meus projetos. É o que busco aprender. Contar dessas novas formas é um caminho sem volta e é incrível percorrê-lo. E foi muito especial que a iniciativa de concretizar um projeto dessa tipo tenha vindo de uma emissora pública, a TV Cultura. As experimentações devem nascer nesses espaços. Então a pergunta com esse projeto foi : o que pode sair da experiência de cada um? Não tinha a menor ideia. Se seria um curta, um longa, um videoclipe. A linguagem é líquida. O bom então foi poder provar. Óbvio que quando você constrói esses projetos, especialmente pelo tempo curto de pós produção que já sabia que teria, é tentar acertar no modo como você pede. Ter uma linha básica. A nossa foi uma muito simples: a cronologia. Meia noite a meia noite. O mais bacana foi conversar com as pessoas e ver o nível de identificação delas. Muitas falaram isso. Porque um pouco cada um sentia um pedaço do seu próprio Círio nas histórias que estavam ali.

Como foi o processo de curadoria e edição desse volume de imagens brutas?

Foi assistir muita e muitas vezes o material bruto. Levantar e fazer outra coisa, para poder pensar melhor. Retomar o trabalho e pouco a pouco ir encaixando as peças. Aqui a cronologia foi importante porque ajudou muito a dar a base. Muito importante também mostrar, outros olhares que te ajudam a ver o que não vês mais. Escutar a opinião do outro e seguir. Depois aquela velha pena de deixar uma imagem boa de fora, mas saber que talvez ela não contaria o que precisas em determinado momento. Mas está ai. Depois fiquei pensando que uma experiência bacana seria disponibilizar o material bruto e ver que cortes as pessoas fariam do filme. O mundo é mash up, não? A edição que cada um pode dar. Mas isso já é outro projeto (risos). Acredito que fica é o motor da experiência. Saber que podemos provar esse método com muitos outros assuntos e sobretudo seguir experimentando.

Sobre a realizadora:

Larissa Ribeiro é Transmedia Storyteller e Produtora Audiovisual. Integrante da primeira geração do Curso de Televisão e Novos Meios, da prestigiosa Escola Internacional de Cine e TV de San Antonio de los Baños, Cuba (EICTV). Graduada em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Federal do Pará, região amazônica do Brasil, aonde foi produtora, roteirista e diretora na TV Cultura do Pará. Trabalha com desenvolvimento de projetos para Cinema, Televisão, Internet, além de produtos híbridos e multiplataforma.

 

 

Filme do mês // Out.2015 – ERNANI CHAVES – ALÉM DO MURO de Darcel Andrade

Uma homenagem  ao professor e cineasta Darcel Andrade, o filme do mês é um documentário em forma de diálogo entre o realizador e o filósofo Ernani Chaves que narra um percurso histórico, filosófico e poético por Berlim.

Título “Ernani Chaves Além do Muro __ Memórias de um Filósofo em uma Alemanha de mudanças”, Documentário, Produção: Uni Escolas Cinema. Diretor/ Produtor: Darcel Andrade.  Roteirista: Ernani Chaves. Editor/montador: Sávio Palheta. Diretor/músico: Artista de Rua em Berlim. País, Região, Estado de Origem: Brasil e Alemanha. Ano de Produção: 2013. Duração:
33 min.

SINOPSE:
“Ernani Chaves – Além do Muro: Memórias de um Filósofo em uma Alemanha de Mudanças”, gravado em Berlim em janeiro de 2013, na oportunidade em que este filósofo brasileiro, nascido na cidade de Soure, Ilha do Marajó, Pará, Amazônia, completa 25 anos de pesquisa Foucoaultiana na Europa e Brasil, dialogando com Walter Benjamim e Nietzsche. O filme fez uma pré-estreia na programação de lançamento do livro ‘Michel Foucault e a Verdade Cínica’, em novembro do mesmo ano em Belém, com a participação de uma seleta plateia de pesquisadores, fãs e críticos de cinema. O filme é um encontro de duas percepções que se complementam como pintura e moldura na harmonia de um diálogo entre o protagonista Ernani Chaves e o diretor e produtor Darcel Andrade. O primeiro é narratário que descreve Berlim a sete graus abaixo de zero e que serviu de cenário com seus personagens históricos na lembrança de filmes clássicos como ‘Asas do Desejo’, ‘O Céu sobre Berlim’ e outros, os quais revelam uma Alemanha de transformações, alvo do pensamento de filósofos contemporâneos e cineastas, sendo Wim Wenders um deles; o segundo é um realizador audacioso e aprendiz que faz do seu cinema instrumento de conteúdos com temáticas sociais ao utilizar uma simples hand cam, e consegue captar os nobres sentimentos do filósofo e sua relação afetiva com a cidade de Berlim. As memórias aqui reveladas, são materializadas com vozes e inserções de clássicos do cinema mundial.

Sobre o realizador

photoDarcel Andrade

Doutoramento em Antropologia na Universidade Técnica de Lisboa, com estudos específicos em Migrações Transnacionais, Desigualdades e Cidadania, Poder, Cultura e Identidades, Modelos de Desenvolvimento Econômico, Métodos Qualitativos em Pesquisa, Projetos de Pesquisa; na mesma Universidade, é colaborador das linhas de pesquisa em Mobilidade, Cidadania e Desenvolvimento – do Laboratório de Pesquisa MobCid, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Polítcas – ISCSP/UTL; No Brasil, Doutoramento como Aluno Especial nas disciplinas de Antropologia Social e do Desenvolvimento e Gestão Ambiental pelo Núcleo de Estudos Avançados da Amazônia da Universidade Federal do Pará – NAEA/UFPA; Na mesma Universidade, Doutoramento como Aluno Especial nas Disciplinas Análise do Discurso Narrativo e Linguagem e Interpretação: uma introdução ao projeto teórico de Clifford Geertz no Instituto de Filosofia e Antropologia; Mestrado em Educação na Linha de Pesquisa Saberes Culturais e Educacionais da Amazônia, pela Universidade do Estado do Pará – UEPA; tem três Especializações: SEMIÓTICA E CULTURA VISUAL – UFPA; DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas; e RECURSOS HUMANOS EM EDUCAÇÃO pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE; graduação em EDUCAÇÃO ARTÍSTICA, com habilitação em Artes Plásticas e Licenciaturas Plena e Curta, pela Universidade Federal do Pará. Atuou como docente da Escola Superior Madre Celeste – ESMAC; Atualmente é colaborador do Grupo de Pesquisa Cultura e Memórias Amazônicas da Universidade do Estado do Pará – CUMA/ UEPA, e Coordenador Executivo do Projeto de Educação Audiovisual e Extensão Cineclubista Uni Escolas Cênicas de Teatro e Cinema, da mesma Universidade, Capus Vigia de Nazaré; faz parte do Grupo de Pesquisa em Educação Rural da Amazônia – GEPERUAZ – UFPA e realiza projetos de formação no Núcleo de Educação Popular Paulo Freire; é docente de Instituições do Ensino Superior – IES dos Estados do Pará e Paraná, onde ministra as disciplinas de Metodologia de Pesquisa, Didática, Ética e Humanizaçã; tem experiência na área de cinema e teatro com prêmos nacionais e regionais; é produtor independente de filmes de caráter socioeducacional, documentário e ficção, com temas do imaginário do homem amazônico, rural e urbano, com foco antropológico e educacional em escolas e comunidades. Estuda Linguagem audiovisual; saberes do homem marajoara no Museu do Marajó, Amazônia Brasil. Mais, verificar no endereço: http://www.uniescolascinema.blogspot.com

Filme do mês // Set.2015 – “Por terra, céu e mar” de Hilton Silva

Documentário que conta a história dos ex-combatentes paraenses na Segunda Guerra Mundial a partir de depoimentos e imagens históricas. O filme se iniciou com uma pesquisa para a dissertação de mestrado em Antropologia (IFCH-UFPA) de Helton Souza, com orientação de Hilton Silva, e se desdobra em livro e documentário que captou mais de 18 horas de material inédito com relatos desses paraenses que se envolveram de diversas formas no maior conflito da história da humanidade. Um capítulo pouco estudado e conhecido da nossa história que ganha com esse filme um estudo fundamental.

Image3POR terra, céu e mar: histórias e memórias da Segunda Guerra Mundial na Amazônia. Direção geral e roteiro: Hilton P. Silva. Direção de video: Hilton P. Silva, Alan Rocha. Direção executiva: Elton Souza. Produção executiva: Hilton P. Silva, Alan Rocha, Elton Souza. Arte e edição: Renan Malato. Câmera: Alan Rocha. Belém. 2013. 26 min. Cor. Son. Filmado em HDV. Fonte de consulta: DVD do autor.

 

Filme do mês // Ago.2015 – VILA DA BARCA de Renato Tapajós

Como foi o processo de realização do Vila da Barca?

Eu havia, há pouco tempo, me ligado a um pessoal de cinema em São Paulo, o Grupo Kuatro, do qual fizeram parte o João Batista de Andrade e o Francisco Ramalho. No grupo, eu já havia feito dois curtas ficcionais em 8 mm, felizmente perdidos. Mas minha fixação era no documentário. Em 1964 fui de ferias para Belém (onde meus pais moravam) e conheci um publicitário chamado Abílio Couceiro. Conversando sobre cinema, eu disse que estava interessado em fazer um documentário sobre a Vila da Barca. Ele se interessou e me disse que tinha uma câmara  16mm e alguns rolos de negativo pb. Também me emprestou um gravador de rolo, grande e incômodo de usar. Fui para Vila da Barca sozinho com a câmara e eu mesmo fiz a fotografia (primeira e ultima experiência no ramo). Depois voltei para gravar um depoimento que havia me chamado a atenção. Quando voltei para São Paulo, ,mandei revelar o material e fiquei com aqueles rolos na mão, sem saber muito bem o que fazer. Discuti a proposta com os companheiros do Grupo Kuatro e depois de muita discussão, um cineasta que não era do grupo, mas era conhecido, o Maurice Capovilla se ofereceu para montar o filme. Ele tinha acesso a uma moviola da Aliança Francesa e lá trabalhamos durante as madrugadas (que era quando havia horário livre e gratuito) até chegar na versão final do filme. O filme rodou no circuito independente durante um certo tempo (de 1965 a 1968) e o Sergio Muniz acabou levando-o para o Festival de Leipzig. Neste Festival o Vila da Barca ganhou o premio de melhor documentário curto. Quando recebi o premio, acreditei que sabia fazer cinema e isso deu no que deu.

62117_10151331658111649_1680340722_n

 

VILA da Barca. Direção: Renato Tapajós. Produção: Abílio Couceiro. Montagem: Maurice Capovilla, João Batista de Andrade, Renato Tapajós. Assistente de Direção: Lais Furtado. Imagem: Fernando Melo / Cinematográfica Bandeirantes. Som: Odil Fonobrasil. Montagem do Negativo e Som: Sylvio Renoldi. Narração: Cláudio Mamberti. Colaboração: Cláudio Barradas, Isidoro Alves, Acyr Castro, Poty Fernandes, José da Silva Marreco. Belém. 1964 10 min. Belém/São Paulo. p&b. Son. Filmado em 16mm.

vila da barca

Filme do mês // Jul.2015 – RÁDIO 2000 de Érik Lopes

Rádio 2000, 2013, de Érik Lopes

ENTREVISTA COM O REALIZADOR ÉRIK LOPES

Como surgiu a ideia de documentar esse período específico do Rock Paraense?

Surgiu por perceber a influência que as bandas desse período tiveram na música paraense, acho que não só no rock, de hoje. Mais de 10 anos depois, muita coisa mudou no cenário, outras nem tanto. Mas dava pra perceber que quem movimenta o cenário de rock hoje na cidade estava começando naquele período, ou então só assistindo a tudo aquilo, como público. E o público que começa a conhecer hoje o cenário acabava não sabendo do que havia existido antes, sendo que foi tudo bastante essencial pra pavimentar o caminho de hoje. Daí surgiu a ideia de fazer esse registro. Ouvir os depoimentos que o pessoal da época podia já conhecer, mas que estavam sendo perdidos no tempo, porque boa parte das bandas já acabaram e algumas pessoas já se desligaram da música hoje.

Qual os referenciais pra pesquisa e os arquivos audiovisuais consultados para montar esse trajetória?

Divulgação

Nós consultamos o acervo da TV Cultura, que promovia bastante as bandas de rock nesse período. Suzana Flag, Eletrola e Stereoscope, as três bandas mais focadas no documentário, sempre estavam na programação da TV e da rádio Cultura, ou nos festivais promovidos por eles. Além disso também vasculhamos o acervo pessoal do Elder Effe, que era do Suzana Flag na época. Ele foi uma das pessoas que mais acumulou material nesse período. Qual foi o processo de produção, a equipe técnica, apoiadores? O projeto foi financiado pelo Instituto de Artes do Pará, por meio da Bolsa de Criação e Experimentação de 2013. O recurso foi essencial para realizar tudo, mas era restrito, então trabalhamos com uma equipe bem reduzida. Eu trabalhei na Direção e edição, o Zek Nascimento na produção, e tínhamos a Karina Menezes e Monique Malcher no roteiro e, depois, na assessoria de imprensa. A pesquisa foi realizada pelos 4 da equipe, já coletando material e articulando o roteiro e produção, porque o tempo para entrega do produto final do edital era bem apertado. Esse período de pesquisa e elaboração do roteiro foi o mais demorado, cerca de 3 meses, pra poder otimizar nos outros processos. Filmamos, editamos e finalizamos tudo em mais 3 meses.

Você tem ideia de seguir essa linha de documentário musical, tem muita história pra contar aqui não?

Com certeza ainda tem muito a se contar sobre a música daqui, até pelo bom momento que a música vive. E com certeza também se tem muita coisa antiga importante pra registrar que corre o risco de se perder na história. Eu tenho muita vontade de trabalhar em um documentário sobre o Rock 24 Horas, um festival que acontecia no início dos anos 90, que foi um marco (para o bem e para o mal) na história do rock local, e ainda é um fantasma que assombra quem esteve presente. E Atualmente também estou trabalhando na finalização de um especial de 10 anos do Aeroplano, que é a banda em que toco também. Além disso quero experimentar em documentários em outras áreas fora da música, que é uma coisa que devo pensar para os próximos anos.

FICHA TÉCNICA

Direção, Câmera e Edição ERIK LOPES, Produção ZEX NASCIMENTO, Roteiro e Assessoria de Imprensa MONIQUE MALCHER / KARINA MENEZES.

Filme do Mês // Set.2014 – “Cenesthesia” de Jorane Castro e Dênio Maués / 1988

Video experimental realizado em 1988, em VHS, uma das obras inaugurais do videoarte no Pará.

Roteiro, Direção e Edição: Jorane Castro, Toni Soares e Dênio Maués

Iluminação e Câmera: Diógenes Leal

Música Original: Toni Soares

Produção: Phungo – Imagens e Trilhas

Apoio Técnico: Diógenes Leal e Januário Guedes

Edição de VT : Tim Penner

Caracteres: Allan Pinheiro e Jaime Filho

Agradecimentos: TV e Rádio Cultura – Toni Soares

Ano de Produção: 1988

Fonte: Cabocla Filmes

Captura de tela 2014-09-17 16.01.06

FILME DO MÊS [ FEV/2014 ] // A ORIGEM DOS NOMES, de Marta Nassar

Pesquisando qual filme seria nosso “Filme do Mês” fui atrás de filmes paraenses que não vimos ainda. Sim, existem inúmeros filmes de nossa cinematografia que nunca tivemos acesso e é um dos motivos que nos motivaram a levar este projeto adiante. Quando voltei a pesquisar na web sobre “Origem dos Nomes” realizado em 2005 por Marta Nassar, e financiado pelo Ministério da Cultura, encontramos o site do diretor de fotografia do filme Alziro Barbosa,  que foi o responsável pela cinematografia do filme da cineasta paraense Marta Nassar realizado em 2005. Ele já havia publicado em seu canal no Vimeo há 8 meses. Nunca havia tido acesso a este filme então vamos assistir juntos pela primeira vez. Alziro Barbosa publicou também uma linda galeria de fotos/frames do filme que postamos aqui também. A cineasta Marta Nassar realizou também “Quero Ser Anjo” (2000), um dos curtas-metragem paraenses mais conhecidos. “Origem dos Nomes” tem trilha sonora  do grande compositor Albery Albuquerque e cenografia do artista visual Margalho, dois dos pontos altos do filme. Assista, baixe e compartilhe.

FICHA TÉCNICA

Direção: Marta Nassar

Produção executiva: Marta Nassar, Indaiá Freire

Roteiro: Marta Nassar

Direção de fotografia: Alziro Barbosa

Direção de arte: Clíssia Moraes

Montagem: Fábio Almeida

Elenco: Rosário, Cleiton Lima do Barra, Jaqueline Pina Teixeira, David Ruan Garcia, Wenderson Miranda, Antero Maracajá, Célia Ribeiro, Edovirges

Formato: 35mm

Duração: 15min

Ano: 2005

FILME DO MÊS [ JAN/2014 ] // O JACARÉ JÁ ERA

Captura de tela 2014-01-31 12Realizado pelo padre italiano Giovanni Gallo na Ilha do Marajó em 1978, digitalizado pelo Museu da Imagem e do Som do Pará a partir de filme de 8 mm doado ao Museu pelo próprio realizador, junto com outros equipamentos, nos anos 1990. Idealizador e fundador do Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari, Giovanni era muito mais do que um pároco para a população marajoara, formado em filosofia, museólogo, fotógrafo e cineasta, registrou em fotografias e filme o cotidiano da Ilha do Marajó e compreendeu essa “ditadura das águas” como poucos. Esse filme “O Jacaré já era” é uma obra cinematográfica realizada em Super 8mm e editada nesta mesma bitola em moviola do próprio realizador.

Aqui um vídeo para conhecer a trajetória do padre-cineasta, realizado para a exposição “O Marajó de Giovanni Gallo” no Sesc Boulevard, produzida pela revista PZZ, com pesquisa de Carlos Pará e edição de Ramiro Quaresma, com áudio de depoimento de Gallo para o Projeto Depoimento do MIS-PA:

FILME DO MÊS [SET//2013] “D. Juan” de Mateus Moura

Sinopse:
O encontro de lobos.
O homem é lobo do homem.
A mulher é loba da mulher.
A ribalta é a lua cheia,
onde o encontro das bestas será aceito.

Informações Técnicas:

Filme rodado nos dias 27 e 28 de julho de 2010 pela produtora independente Sr. Cheff Produções. Contou com o apoio da ETDUFPA (que cedeu o local de filmagem, com iluminação), o CEPEPO (que cedeu a câmera e os cinegrafistas), a MTV BELEM (que cedeu o microfone), a PARACINE (que bancou a alimentação) e a SINTDACPA (que cozinhou de forma admirável).

D. JUAN

Título: D. Juan
Realizador: Mateus Moura
Assistência: Felipe Cruz
Produção: Sr. Cheff Produções
Atores: Ramón Rivera, Giovana Miglio, Haroldo França, Felipe Cruz e Mateus Moura
Música original: Ramón Rivera
Trilha sonora, montagem e fotografia: Mateus Moura
Figurino: Cassiane Dantas
Duração: 33 min
Formato: 16:9 & 4:3 / Cor / Digital