Acervos Audiovisuais

Filme do mês // Dez.2015 – “Outubro.Segundo Domingo” de Larissa Ribeiro

12291063_1273687232658287_7399152472181591060_oCompartilhar vídeos é um gesto de afeto e uma intuitiva ação de preservação da memória. Tive a prova dessa constatação no no dia 09 de Dezembro quando assisti no Cinema Olympia, que dispensa argumentos de sua importância histórica e cultural em Belém, a primeira exibição pública do documentário colaborativo “Outubro. Segundo Domingo” de Larissa Ribeiro com produção da Rede Cultura de Comunicação. Foi uma sessão emocionante pra mim e não apenas por conta do apelo do Círio de Nazaré, tema que nunca se esgota tamanha a complexidade da manifestação, mas por ver na grande tela do cinema um sucessão de vídeos em sua maioria gravados por dispositivos móveis. Carregam em sua poética uma subjetividade e uma naturalidade que uma equipe de cinema dificilmente consegue apesar de muitas vezes ter uma imagem tremida e um som ruim, gerando a dúvida entre a exclusão e o compartilhamento da nossa memória.  Nesse sentido escolher compartilhar é escolher guardar.

Nunca se fez tanto vídeo e nunca os processos de realização e distribuição audiovisual foram tão democráticos. São milhões por dia subindo para a nuvem e para as redes sociais, muita tosqueira claro, mas também culinária, games, ativismos, festa de aparelhagem, denúncias, gatinhos fofos e bebês comendo papinha. Pra que tanto vídeo meu Deus?! Para que nos (re)conheçamos enquanto gente, que vive em um mundo sem luz direcionada e rebatida, sem microfone de lapela, sem decoração de set, maquiagem ou figurinista. Esses vídeos reunidos no filme de pouco mais de 25 minutos de Larissa Ribeiro contam a história da nossa época e cada um deles encadeado nesta narrativa diz muito sobre nós enquanto gente. A provocação do filme era compartilhar vídeos com a hashtag #meucirioeassim ou enviar na plataforma do projeto http://ciriodoc.com.br/. Essa dinâmica proposta podia funcionar, ou não. E funcionou.

O filme feito a partir do projeto se destaca tanto pelo ineditismo da proposta quanto pela desmitificação do documentário audiovisual formal, coisa que Eduardo Coutinho fez de forma contundente ao revelar o bastidor da própria produção, e pela ousadia de romper, ou pelo menos não ter medo de tentar, com um padrão estabelecido pela ficionalização do documentário. Outro grande mérito do filme é ser um dos poucos exemplos de cinema de arquivo em nossa filmografia, que encara o todo o espectro da produção audiovisual como matéria prima de sua realização, uma opção narrativa que diz muito sobre a capacidade do realizador como pesquisador, se desprendendo de uma estética, uma gramatica própria, pra desvendar os subterrâneos das imagens.

Pedi pra Larissa responder duas perguntas sobre esse processo.

Como surgiu ideia, o desafio de propor um filme sem câmera, de arquivo, contando com as imagens de colaboradores?

O projeto está baseado no “Life in a Day”, doc sobre um dia na vida do planeta terra, feito com material de pessoas do mundo todo, produzido pelo Ridley Scott. Mas esse é um produto de muitos. É que quando a tecnologia vira hábito a gente acaba acostumando a não pensar sobre ela, porque é cotidiana pra gente. É aquele velho exemplo da criança que tenta manusear a revista como se fosse uma tela touch. A tecnologia é uma forma, que se molda ao uso que fazemos dela. Acredito profundamente nas experiências. Criar é sobre experiências. A sua e a do outro e como elas podem conversar entre si. Elevamos isso a uma grande potência quando apertamos em compartilhar. É o que tento buscar nos meus projetos. É o que busco aprender. Contar dessas novas formas é um caminho sem volta e é incrível percorrê-lo. E foi muito especial que a iniciativa de concretizar um projeto dessa tipo tenha vindo de uma emissora pública, a TV Cultura. As experimentações devem nascer nesses espaços. Então a pergunta com esse projeto foi : o que pode sair da experiência de cada um? Não tinha a menor ideia. Se seria um curta, um longa, um videoclipe. A linguagem é líquida. O bom então foi poder provar. Óbvio que quando você constrói esses projetos, especialmente pelo tempo curto de pós produção que já sabia que teria, é tentar acertar no modo como você pede. Ter uma linha básica. A nossa foi uma muito simples: a cronologia. Meia noite a meia noite. O mais bacana foi conversar com as pessoas e ver o nível de identificação delas. Muitas falaram isso. Porque um pouco cada um sentia um pedaço do seu próprio Círio nas histórias que estavam ali.

Como foi o processo de curadoria e edição desse volume de imagens brutas?

Foi assistir muita e muitas vezes o material bruto. Levantar e fazer outra coisa, para poder pensar melhor. Retomar o trabalho e pouco a pouco ir encaixando as peças. Aqui a cronologia foi importante porque ajudou muito a dar a base. Muito importante também mostrar, outros olhares que te ajudam a ver o que não vês mais. Escutar a opinião do outro e seguir. Depois aquela velha pena de deixar uma imagem boa de fora, mas saber que talvez ela não contaria o que precisas em determinado momento. Mas está ai. Depois fiquei pensando que uma experiência bacana seria disponibilizar o material bruto e ver que cortes as pessoas fariam do filme. O mundo é mash up, não? A edição que cada um pode dar. Mas isso já é outro projeto (risos). Acredito que fica é o motor da experiência. Saber que podemos provar esse método com muitos outros assuntos e sobretudo seguir experimentando.

Sobre a realizadora:

Larissa Ribeiro é Transmedia Storyteller e Produtora Audiovisual. Integrante da primeira geração do Curso de Televisão e Novos Meios, da prestigiosa Escola Internacional de Cine e TV de San Antonio de los Baños, Cuba (EICTV). Graduada em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Federal do Pará, região amazônica do Brasil, aonde foi produtora, roteirista e diretora na TV Cultura do Pará. Trabalha com desenvolvimento de projetos para Cinema, Televisão, Internet, além de produtos híbridos e multiplataforma.

 

 

Memória da Propaganda Paraense

O livro é  realização da emissora paraense TV Liberal e conta um pouco da história da publicidade feita por profissionais paraenses. Nomes do mercado como Pedro Galvão e Zé Paulo podem ser conferidos na obra que narra através de depoimento três décadas de publicidade na TV em Belém.

O clássico comercial da Galvão vencedor do Leão em Cannes, criado pela Mendes Publicidade, uma das primeiras agências a surgirem no Pará, a propaganda intitulada “Praia”, de uma ótica de Belém. Segundo informações o comercial foi eleito pela BBC de Londres na listagem dos melhores comerciais da década. A criação é do ano de 1982. (Fonte: Memória da Propaganda)

O livro:

Coordenação geral: Fernando Nascimento
Supervisão do projeto: Ribeiro Junior
Projeto de vídeo: Ricardo Gomes
Gráficos visuais (vídeo): Leonardo Soares Rodrigues e Fabio Higor
Projeto Visual: Galvão Comunicação
Fotos: Fábio Pina
Diretor de arte: Steven Dolzane

Filme do mês // Mai.2015 – Bom dia / Nanna Reis

Bom dia / Videoclip de Nanna Reis.

Belém, 2015. 4 min.

maxresdefaultDireção: Lucas Escócio e Gareth Jones; Produção: Sandro Santarém, Paulo Afonso, Alfredo Reis; Produtora: Alt Produções; Animação: Gustavo Estrada; Ilustração: Yuri Santos; Elenco: Nanna Reias, Mestre Damasceno, Maria Eduarda Begot; Make up: Amanda Pris; Figurino: Jhonatan Camêlo; Filmado em Salvaterra e Soure (Ilha do Marajó / Pará / Brasil).

 

II Semana da Preservação do Patrimônio Audiovisual – Belém-PA

II Semana de Preservacao do Patrimonio Audiovisual

Criado pela UNESCO em 2004 o dia mundial de preservação do patrimônio audiovisual é uma data simbólica para a importância da salvaguarda, conservação e difusão de arquivos fílmicos para que as futuras gerações possam ter acesso à imagens de tempos passados. Os arquivos de filmes nesse sentido passam ser a “memória do mundo” e os governos e a sociedade civil responsáveis por preservar seus arquivos fílmicos, sejam eles artísticos, comerciais, documentais ou, até mesmo, domésticos.

O dia 27 de outubro é o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual, uma data aprovada pela Conferência Geral da UNESCO em 2005, para chamar a atenção para a necessidade de se adotar medidas que estimulem e implementem  programas de conservação dos arquivos audiovisuais no mundo inteiro, e para discutir a importância dos arquivos fílmicos para a construção da identidade cultural das nações.

A Semana da Preservação do Patrimônio Audiovisual surge como iniciativa do site Cinemateca Paraense para difundir e discutir com a sociedade as práticas e experiências em preservação, conservação e comunicação em arquivos de filmes. Em sua segunda edição o evento amplia sua programação com oficina, comunicações e mesas em parcerias da Rede Cultura de Comunicação, UFPA 2.0 e Lab Livre.

cam00341Realizada em novembro de 2013, a primeira Semana da Preservação do Patrimônio Audiovisual aconteceu no Museu da Imagem e do Som do Pará e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, com a uma oficina “Conservação e Restauro de Filmes”,  lançamento do “Manual de Preservação de Acervos Fílmicos” e a Mesa “Preservação do Patrimônio Audiovisual” com Ana Lobato (professora de cinema da UFPA), Marco Antonio Moreira (presidente da APCC), Ramiro Quaresma (site Cinemateca Paraense) e José Maria Lopes (técnico do MIS-SP e TV Cultura-SP), que lançou o livro e ministrou a oficina e foi o grande responsável pela realização do evento pioneiro.

O tema desta II Semana de Preservação do Patrimônio Audiovisual é “Arquivos em Risco: muito mais o que fazer” e terá a TV Cultura do Pará, nosso grande arquivo de filmes em formatos magnético-analógicos, como centro das discussões e  onde se realizará a oficina “Preservação audiovisual de formatos magnéticos-analógicos”, dias 29 e 30 de Outubro das 9 às 11h, com José Maria Lopes, técnico de preservação da TV Cultura-SP, que tem mais de 40 anos de atuação no setor de preservação do patrimônio audiovisual, e já passou pela TV Tupi, Museu da Imagem e do Som de São Paulo e hoje cuida do projeto CDOC da TV Cultura de SP.

As mesas e comunicações acontecem no Lab Livre, do projeto UFPA 2.0, onde realizadores, críticos e pesquisadores irão discutir pesquisas e propostas ligadas a preservação do patrimônio audiovisual e sua relação com os novos paradigmas da digitalização da informação e dos meios de criação e difusão de imagens. A programação de comunicações e mesas acontece entre os dias 28 e 30 de Outubro de 2014 de 15 às 17h, no Lab Livre/UFPA 2.0, com inscrições no site https://cinematecaparaense.wordpress.com/semana-de-preservacao-do-patrimonio-audiovisual/, com inscrições e participação gratuitas com emissão de certificados.

 

INSCRIÇÔES AQUI!

Programação

 

Oficina – TV Cultura/Acervo

Av. Almirante Barroso, 735 – Marco.

29 e 30/10 – 9 as 11h

“Preservação audiovisual de formatos magnéticos-analógicos”

com José Maria Lopes / TV Cultura-SP

 

Mesas e Comunicações

Lab Livre  Travessa 3 de Maio – 1573, entre Magalhães Barata e Gentil Bittencourt.

28/10 – 15h – Lab Livre

Comunicação “Museu da imagem e do som do Pará: lugar de memória e esquecimento”

Deyse Marinho, Museóloga

 

Mesa “Cinema expandido: múltiplas possibilidades do audiovisual”

Luan Rodrigues, Kauê Lima e Acilon Cavalcante (Mediação)

 

29/10 – 15h – Lab Livre

Comunicação “Olhos D´Água: da lanterna mágica ao cinematographo”

Eduardo Souza, cineasta e Pesquisador / Teaser do filme a ser lançado

 

Mesa “Dilema digital: arquivos de filmes e novas tecnologias”

Flávio Nassar (UFPA 2.0), Cláudio Alfonso (Lab Livre), José Maria Lopes (TV Cultura de SP) e Ramiro Quaresma (Mediação)

30/10 – 15h – Lab Livre

Comunicação “Cinemateca Paraense: Uma Cartografia do Cinema e Audiovisual”

Ramiro Quaresma, Professor e Pesquisador

 

Mesa “Formação do Olhar: Cineclubismo e Academia”

Vince Souza/Quadro a Quadro, Mateus Moura /APJCC e Marco Antonio Moreira/ACCPA (Mediação)

Ficha Técnica

Realização

Cinemateca Paraense

Apoio Institucional

Rede Cultura de Comunicação,  TV Cultura-SP, UFPA 2.0, Lab Livre, ACCPA, Instituto Cultural Amazônia Brasil

 Idealização / Coordenação Geral

Ramiro Quaresma

Museóloga

Deyse Marinho

Consultor em Preservação Audiovisual / TV Cultura SP

José Maria Lopes

Informações: (91) 8239 2476 / ramiro.quaresma@gmail.com

O fim da película?

6766630989_0b0744eb7aSerá o fim da película? Os dilemas da exibição cinematográfica analógica x digital estão nas entrelinhas desse anúncio do Cine Cine Líbero Luxardo cancelando exibições por conta de problemas com o projetor 35mm. Está havendo uma substituição da captação de cinema na últimas duas décadas, poucos cineastas realizam suas obras em filme sensível. Os fabricantes de câmeras pararam o desenvolvimento de novas câmeras que filmam em película inclusive. Penso que a solução é a substituição do sistema do Cine Líbero Luxardo como única forma de enfrentar seus problemas de verba e material para manutenção do seu equipamento. A película hoje é um luxo que poucas instituições podem bancar, existem pouquíssimos projecionistas e nenhum mercado de trabalho que demande formar novos. Uma boa exibição digital com som e imagem não deixa nada a dever a projeção em 35mm, tem aquela atmosfera, os sons do maquinário, mas isso foi outro tempo. Existem mecanismos de investimento público em substituição de cinema analógico para digital que podem ser usados para tanto. Não que o analógico deixe de existir, que seja descartado, pelo contrário a película é ainda hoje o material mais seguro para a preservação audiovisual, mas comercialmente está enviável manter este sistema. O Cine Libero Luxardo é o espaço mais importante para o cinema de arte em Belém e se pensar em novas formas de exibição, sem perder o foco em cinema independente e de realizador, pode sair dessa situação.

Esse foi o anúncio divulgado pelo Cine Líbero Luxardo:

Informamos que em virtude de problemas recorrentes no projetor 35 mm do Cine Líbero Luxardo, o prosseguimento da exibição do filme “Azul é a Cor Mais Quente” tornou-se inviável. Daremos continuidade à nossa programação em outros formatos (DVD e Blu-Ray) em nossas Sessões Regulares e nos projetos paralelos a estas (Cine Liso, Sessão Maldita e Sessão Cult), até a resolução do problema. Lamentamos pelo ocorrido e contamos com a compreensão de todos.

Equipe de funcionários do Cine Líbero Luxardo

Um gráfico que demonstra essa substituição nas salas de exibição no mundo:

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FILME DO MÊS [ JAN/2014 ] // O JACARÉ JÁ ERA

Captura de tela 2014-01-31 12Realizado pelo padre italiano Giovanni Gallo na Ilha do Marajó em 1978, digitalizado pelo Museu da Imagem e do Som do Pará a partir de filme de 8 mm doado ao Museu pelo próprio realizador, junto com outros equipamentos, nos anos 1990. Idealizador e fundador do Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari, Giovanni era muito mais do que um pároco para a população marajoara, formado em filosofia, museólogo, fotógrafo e cineasta, registrou em fotografias e filme o cotidiano da Ilha do Marajó e compreendeu essa “ditadura das águas” como poucos. Esse filme “O Jacaré já era” é uma obra cinematográfica realizada em Super 8mm e editada nesta mesma bitola em moviola do próprio realizador.

Aqui um vídeo para conhecer a trajetória do padre-cineasta, realizado para a exposição “O Marajó de Giovanni Gallo” no Sesc Boulevard, produzida pela revista PZZ, com pesquisa de Carlos Pará e edição de Ramiro Quaresma, com áudio de depoimento de Gallo para o Projeto Depoimento do MIS-PA:

‘O olhar etnográfico de Giovanni Gallo’ / exibição de videos e debate

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Giovanni Gallo mudou o destino de uma região do Marajó com suas ideias revolucionarias para a época, subsistência através da preservação do meio-ambiente aliada a preservação do patrimônio histórico e cultural. Fundou o Museu do Marajó, uma das primeiras instituições museológicas do estado, em Cachoeira do Arari, um museu interativo, criativo e moderno que é, apesar do abandono de recentes administrações e falta de apoio governamental, instituição obrigatória no circuito museal do Estado do Pará. Como entusiasta da arte desenhava a cultura ancestral marajoara e registrou em livro os padrões de desenhos da antiga civilização do arquipélago. Além de tudo isso ainda fotografava e fazia filmes em Super-8 da região, seus habitantes e cultura. Essas imagens raras do Marajó  nos anos 1960/70 foram doadas pelo próprio Giovanni ao Museu da Imagem e do Som do Pará junto com suas câmeras e projetores. Esses filmes passaram recentemente por um processo de digitalização e restauro e poderão ser vistos na mostra ‘O olhar etnográfico de Giovanni Gallo’ no Museu do Estado do Pará em evento realizado pelo MIS-PA com a presença do antropólogo Flávio Silveira. Memória do cinema, preservação do patrimônio cultural e antropologia em uma única e imperdível sessão.

 

Serviço: 

Dia 16, às 18h30 – Sala das Artes – Museu do Estado do Pará

Mostra de vídeo com mediação “Olhar etnográfico de Giovanni Gallo”

Praça Dom Pedro II, S/N – Cidade Velha – Belém-PA

(Programação da 11a Semana de Museus).

“No Pórtico da Hiléia Monumental” – Agência Nacional – 1975

SINOPSE:

“No Pórtico da Hiléia Monumental: praça de Belém, monumento da praça, cais, navios, Mercado do Ver o Peso, feira, artesanato, descarregando peças de barro, pescado, sorveteria, painel com os tipos de sorvete de frutas, frequentadores, Banco da Amazônia, interior do BASA – sala de reunião, pessoas à mesa; sala de aula do banco, aperfeiçoamento do pessoal, alunos, ensino de atendimento bancário, centro de processamento de dados, máquina Bunnoughs, operador do computador, quadro com a evolução do número de funcionários comissionados e treinados 1970-1974, painéis do quadro desempenho 1970-1974, sala de digitadores e controladores, placa de ‘Tuplama – Tubos Plásticos da Amazônia, fornecida pelo BASA e SUDAM’, dados sobre a Superentendência do Desenvolvimento da Amazônia – SUDAM, fábricas construídas com o incentivo do órgão; ‘Nortubo S.A. – Tubos e Perfilados SUDAM BASA’, galpões industriais, fachada da CERPASA – Cervejaria do Pará S.A., fachada da indústria; interior ondeencontra-se a linha de enchimento de garrafas, operador de máquina, caminhão de entrega; placa: SUDAM BASA, painéis sobre a SUDAM – região, fotos de indústrias, galpão industrial, tecelagem, máquinas e fios, terminal marítimo; fachada da Catedral de Belém, diversos ângulos, interior da igreja, altar, pinturas, nave, vitrais, cinzas do capitão-mor Pedro Teixeira ali depositadas, pessoa carrega imagem da Virgem de Nazaré para dentro do avião da Transbrasil; Festa do Círio de Nazaré se inicia no Aeroporto do Galeão com missa celebrada a bordo, navegadores, passageiros, frades rezando dentro do avião, distribuição da comunhão aos fiéis, aeromoça e frade, fachada da saída do Círio – Praça da Sé, segundo domingo de outubro, repórteres diante da igreja, freiras, procissão, multidão… pessoas participam descalças, andor, religiosos, pessoas nos edifícios, chegada à igreja onde imagem é levada, torre da igreja, santa no andor, com a presença do governador do Pará, Aluísio da Costa Chaves, Paulo Egidio Martins, vice presidente Adalberto Pereira dos Santos, do ministro da saúde Paulo de Almeida Machado e D. Avelar Brandão.”

Produção
Companhia(s) produtora(s): Agência Nacional
Assistência de produção: Rovigati, Remigio

Argumento/roteiro
Autoria do texto de locução: Silva, Mario Salviano

Fotografia
Direção de fotografia: Ribeiro, Valmir
Iluminação: Souza, José de

Som
Som direto: Nemes, Jorge

Montagem
Montagem: Santos, Pery
Assistente de montagem: Marques, Ronaldo

Identidades/elenco: 
Teixeira, Pedro
Chaves, Aluísio da Costa
Martins, Paulo Egídio
Machado, Paulo de Almeida
Brandão, D. Avellar
Narração: 
Rosas, Ronaldo

Categorias
Cinejornal / Sonoro / Não ficção

Material original
35mm, COR, 256m, 24q

Data e local de produção
Ano: 1975
País: BR

Oficina de Restauro de Películas Cinematográficas _ MIS-Pará

Realizada entre os dias 22 e 26 de Agosto de 2012 a oficina Restauro de Películas Cinematográficas, ministrada por Zé Maria Lopes, foi uma rara oportunidade de ter acesso ao acervo do Museu da Imagem e do Som do Pará com atividades práticas de higienização de películas e operação de moviola e projetores.

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Zé Maria trabalha com arquivos de filmes desde os anos 196o na antiga TvTupi, passando por outros diversos acervos, sendo hoje responsável pelas reservas técnicas o MIS de São Paulo e da TV Cultura. Sendo um grande técnico com vivência em arquivos e incontáveis trabalhos realizados Zé Maria foi direto ao ponto, realizando com os participantes ações de conservação, restauro de exibição na prática nas dependências do Museu da Imagem e do Som do Pará.

A Cinemateca Paraense participou da oficina e sentiu novos ventos soprarem no MIS-Pará com Armando Queiroz na direção e uma boa equipe se configurando.

Funarte lança quatro editais de artes visuais

XUMUCUÍS

Inscrições estão abertas para o Prêmio Marcantonio Vilaça, Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, Rede Nacional Artes Visuais e Bolsa de Estímulo à Produção em Artes Visuais

A Funarte está com inscrições abertas, até 1º de outubro, para o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 9ª Edição e Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União de hoje, 16 de agosto de 2012.

Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – O edital visa incentivar produções artísticas destinadas ao acervo das instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos, fomentando a difusão e a criação das artes visuais no Brasil e sua consequente formação de público. Serão contemplados 15 projetos, com premiações de R$ 70 mil a R$ 350 mil.

XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia –…

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